Presidente da Síria afirma que não negocia com terroristas

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O presidente Sírio, Bashar Al Assad, confirmou a presença da Síria na conferência de paz Genebra II, que acontecerá em dezembro. "Mas não vamos ceder a qualquer pressão para interromper a operação militar. Enfrentaremos a trama até o final", afirmou o presidente.

Diante de uma delegação de partidos libaneses e árabes, Assad pediu que parem de enviar militantes para a Síria e que cessem a cobertura política ou financeira da Al-Qaeda, que lidera os confrontos, afastando qualquer acordo.

O presidente disse que a Síria é forçada a defender-se de casos takfiristas (radicais islâmicos) que afetam o povo sírio, e acusou a equipe da Arábia Saudita, liderada pelo príncipe Bandar Bin Sultan e o chanceler Saudal-Faisal, de trabalhar para derrubar o regime sírio e patrocinar o terrorismo e a destruição da Síria, já que este país sempre apoiou a resistência (Moqauame).

Assad afirmou que expulsará os militantes e que dará continuidade ao trabalho do Exército. “Os extremistas não sabem enfrentar sem ser com terrorismo. Não sabem brigar ou lutar de outra maneira. Mas o que aconteceu na Síria não é inteiramente devido à conspiração estrangeira", disse, apontando para a existência de erros internos, no governo. "O objetivo dos terroristas não é apontar nossos erros, mas destruir nosso país, matar nosso povo. É o que estão fazendo com o apoio externo. O Estado apenas respondeu às demandas do povo no início dos movimentos", declarou.

Bashar Al Assad destacou as grandes realizações alcançadas pelo Exército sírio, principalmente em Damasco e Aleppo, e falou sobre a natureza das relações entre Damasco, alguns partidos libaneses e alguns do Estado. 

Por fim, enfatizou que o declínio do papel dos partidos árabes no patriotismo e no nacionalismo foi o que levou à penetração dos salafistas – situação que se espalhou por todo o mundo árabe. Assad clamou o trabalho dos partidos nacionais para enfrentar essa “maré fundamentalista” e restaurar o papel da nação nesse momento difícil, vivido pela Síria, que conseguiu superar e tolerar muito até o momento, graças ao apoio de seu povo.


Therese Mourad
Gazeta de Beirute
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