Presidente do Líbano pede retirada imediata da Síria


O Presidente Michel Sleiman, disse na última quinta-feira (21), que uma estratégia de defesa nacional deve resolver a questão das armas do Hezbollah e pavimentar o caminho para um acordo nacional. Ele também pediu a retirada imediata de combatentes libaneses do território sírio.

Por ocasião do 70 º aniversário da independência do Líbano, em um discurso televisionado, Sleiman disse, que “o Estado deve ter o monopólio do uso da força”.

" Eu apresentei uma estratégia nacional de defesa com o exército libanês como base”, acrescentou.

" Estamos muito interessados em preservar as nossas atitudes nacionais diante o inimigo israelense e suas redes de espionagem em defesa da terra, da soberania e os nossos recursos nacionais ", afirmou.

Durante uma reunião do Comitê Nacional de Diálogo no ano passado, Sleiman revelou a líderes libaneses rivais uma estratégia de defesa nacional que permitiria que o Hezbollah se mantivesse ativo, porém iria colocá-los sob o comando do Exército libanês, que teria autoridade exclusiva para usar a força.

" Um Estado independente não pode ser estabelecido(...) alguns partidos violaram o acordo nacional, tomando decisões para cruzar a fronteira e se envolveram em um conflito armado em outro país expondo a unidade nacional e a paz civil" , disse Sleiman .

"Nós não podemos falar de independência, quando o Estado não consegue impor sua autoridade sobre todo o seu território", acrescentou.

Já o Ministro da Defesa, afirma que a presença do Hezbollah na Síria é necessária para defender o Líbano dos rebeldes, que também querem invadir o Líbano e que são apoiados por EUA e Israel.

O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah prometeu na semana passada permanecer na Síria enquanto for necessário.

Sleiman manifestou repetidamente o apoio à Declaração de Baabda, um acordo assinado entre grupos rivais, incluindo o Hezbollah, que cita que o Líbano deve se afastar da turbulência regional, particularmente da crise na Síria.

No entanto vozes do Hezbollah, afirmam que a participação na guerra da Síria, apenas ocorre, porque o Líbano está envolvido em todas as questões políticas da região, pois os países árabes em sua maioria apoiam secretamente Israel, porém a Síria não.

Segundo o presidente, a atual crise levantou questões sobre a realidade da independência do país.


Chadia Kobeissi
Gazeta de Beirute
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