Sayed Hassan Nasrallah discursa no Conselho do Al Achura


Na véspera do feriado de Achura, o secretário-geral do Hezbollah, Sayed Hassan Nasrallah, discursou no Conselho Al Achura, nos subúrbios do sul de Beirute.

Nasrallah disse que Israel usou toda a sua influência para a agressão militar contra a Síria.“Nós sabemos que Israel quer incitar uma guerra na região, mas eles vão falhar como falharam e foram derrotados desde 1982”, afirmou.

"É lamentável que alguns países árabes fiquem ao lado de Israel nessas opções mortais e que rejeitem uma solução política na Síria –que poderia interromper o derramamento de sangue e a destruição do país. Alguns desses países árabes apresentam forte oposição a qualquer entendimento entre o Irã e os outros países",completou Nasrallah.

O secretário-geral pediu uma reflexão, perguntando, especialmente aos estados árabes, qual seria a alternativa para a compreensão entre os povos da região ecomo seria possível o entendimento entre o Irã e os países do mundo. 

Nasrallah ressaltou que as reuniões entre o Irã e os países ocidentais, ea possibilidade de uma solução política,conduz a ira de Netanyahu. Eafirmou que "Israel quer que os Estados Unidos façam guerra juntamente com a NATO para ficarem fortes. Só que os EUA não querem a guerra, não por serem sensatos, mas porque não têm capacidade financeira, devido às crises econômicasque o país vem sofrendo”.

Nasrallah também falou sobre as águas territoriais e zonas econômicas, que dizem respeito a todos os libaneses. “Isso significa que podemos extrair o petróleo, em benefício do povo e de todas as regiões e seitas"

E pediu atenção para a espionagem Israelense: “atualmente, tudo no Líbano é espionado por Israel,e a responsabilidade disso não é do Hezbollah ou da resistência, mas de todos os libaneses, pois se trata da privacidade e meios de subsistência de cada um. Portanto, este assunto deve ser tratado com urgência”. O chefe do Hezbollah, ainda destacou a prontidão do Hezbollah em abordar esta questão, caso o Governo não chegue a tratar do assunto. Em resposta a uma declaração do Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, na Arábia Saudita, na qual ele concordava como fato de a Arábia Saudita não permitir que o Hezbollah determine o futuro do Líbano, Nasrallah disse: “Deixe Kerry falar o que quiser, pois esse seu discurso não faz diferença alguma para nós – e só expressa o quanto eles reconhecem nossa capacidade e nossa força”.

“Desde 1982, os Estados Unidos, Israel e alguns países árabes,querem derrubar a região, mas a resistência caiu e derrotou esse plano que eles prepararam”, acrescentou. “Em 1996, todos os líderes do mundo se reuniram em Sharm el-Sheikh e acusaram a resistência de terrorismo, mas nada conseguiram, pois a resistência triunfou”. Segundo Nasrallah, a realidade é que existem duas “equipes” (partidos) no Líbano, e não há outra escolha senão cooperarem uns com outros para moldar o futuro do Líbano. “E ninguém pode cancelar nossa equipe e nós não podemos cancelar a outra equipe. O Líbano é uma equação de realismo e exige que reconheçamos parceria, cooperação e comunicação”.

Sobre a formação de um novo governo, Nasrallah alegou que a versão de um governo “9-9-6” não é uma decisão regional, mas sim da Arábia Saudita para não formar um governo com a participação de Hezbollah. “Se alguém, em algum lugar, estiver apostando na derrota da Síria, aconselho: não aposte", afirmou.

Ao final do discurso, Hassan Nasrallah, agradeceu as forças militares e de segurança por seus esforços nas áreas e a todos os organizadores do Conselho. “Agradeço a todos que celebram o renascimento do nosso amado Hussein. Graças a Deus, tudo corre bem e esperamos que continue assim até o final da cerimônia", finalizou.


Therese Mourad
Gazeta de Beirute
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