Trípoli: o assassinato do Xeique Saad Eddin Gheyeh

Foto:Al safir

O assassinato do xeique Saad Eddin Gheyeh, em Trípoli, não está maissob a cobertura das forças militares e de segurança, mas sob a influência das forças das milícias e de gangues armadas. Essas milícias matam e ateiam fogo para acertar contas, aproveitando alguns dos slogans políticos e sectários que abrem as portas da cidade para um caminho obscuro. 

A relação entre o assassinatodo xeique e a falta de segurança emTrípoli revela que o crime teve causa política, pois o xeique Gheyeh era conhecido por todos como membro à frente dasações islâmicas. Isso abre uma porta a mais para a partida de desempatee para as finais defensivas,tratando-se da diversidade política e religiosa da cidade eda proliferação de armas em diferentes regiões.

Os detalhes do crime revelam que o xeique Gheyeh saiu de casa, na região de Al Bahsa,e entrou em seu carro, que estava estacionado em frente ao muro do rio Abu Ali. Dois homens não identificados, em uma motocicleta, dispararam vários tiros contra o xeique, que o atingiram na cabeça e no pescoço. Os assassinos fugiram. 

Saad Eddin Gheyeh foi imediatamente socorrido e levado ao Hospital Nossa Senhora de Zaghrata,mas não resistiu e morreu momentos depois. O exército libanês cercou o local com um cordão de segurança, e perícios iniciaram as investigações para identificar os autores do crime.

Até o momento,nãochegaram a uma conclusão de quem sãoos autores do crime (nem a uma pista), mas o Exército declarou que usará todos os seus meios para revelar os culpados. O canal local Al Manar divulgou que os culpados não estavam mascarados e foram reconhecidos por algumas testemunhas, as quais já passaram essas informaçõesàs autoridades responsáveis pela investigação.


Therese Mourad
Gazeta de Beirute
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