Viúva de Yasser Arafet diz que ele morreu envenenado

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Suha Arafet, viúva do líder palestino Yasser Arafat, morto em 2004, revelou ao Reuters, que seu marido foi envenenado com polônio radioativo.

Ela teria se encontrado na terça (5), em Genebra, com especialistas suíços que fizeram a análise e lhe entregaram um relatório de 108 páginas. O corpo de Arafat tinha sido exumado em novembro de 2012.

“Nós estamos revelando um assassinato político”, disse.

Arafat morreu aos 75 anos em novembro de 2004, de falência múltipla dos órgãos, após 13 dias internados em um hospital próximo de Paris. Ele fora hospitalizado com diarreia e gastroenterite. Depois da morte, nenhuma autópsia foi feita.

Desde então, muitos palestinos acusaram o serviço secreto de Israel de tê-lo envenenado continuamente, até a sua morte. O governo israelense sempre negou as acusações.

“Está cientificamente provado que ele não morreu de causas naturais, temos provas científicas de que ele foi assassinado”, disse Suha, no entanto sem acusar nenhuma pessoa ou organização pelo assassinato.

Os cientistas encontraram traços de polônio, 18 vezes acima do normal em sua pélvis e em suas costelas. Em julho de 2012, um teste com objetos pessoais de Arafat, como roupas e escova de dente, já havia detectado a presença de polônio-210 radioativo. Em reportagem publicada no Youtube, especialistas garantiram que ele foi morto.

"Iremos a todos os países do mundo para encontrar quem cometeu esse crime", disse a viúva ao canal.


Therese Mourad
Gazeta de Beirute

Fonte: Voz da Russia e Al Jazeera
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