Conheça o melhor país do mundo árabe para as mulheres

Fonte: wikipedia.org

Comores, um país que consiste de um grupo de ilhas vulcânicas no canal de Moçambique, no oceano Índico, entre a África e o norte de Madagascar, que se separou da França em 1975, é uma das nações mais pobres do mundo.

Comores, um lugar pouco ou totalmente desconhecido pela maioria das pessoas, possui 720 mil habitantese dezenas de rebeliões e conflitos, desde sua independência, tornaram sua história conturbada.

Habitada por nativos do atual Madagascar e por imigrantes da região da Polinésia, as ilhas estavam na rota do comércio árabe até serem descobertas pelos portugueses em 1505.

Depois, a colônia passou a ser comandada pela França – que a negligenciou até a sua independência em 1975. Três das quatro ilhas do arquipélago viraram Comores, enquanto a outra – até hoje reivindicada – permaneceu como território francês.

Desde que se tornou independente, vinte tentativas de golpe de estado se sucederam. Em 1997, as ilhas de Anjouan e Moheli declararam independência, gerando um conflito civil.

No ano 2000, foi costurado o Acordo de Fomboni, que partilhava o poder entre as ilhas. Assim, ficou decidido que o governo federal comandaria as três ilhas, mas cada uma manteria também um governo local independente.

Em 2001, 77% dos eleitores aprovaram a mudança no nome do país, de República Federal Islâmica das Comores para União de Comores e também a nova constituição. 

O atual presidente é Ikililou Dhoinine, eleito democraticamente em 2011 com o dobro de votos do segundo colocado.

Formada por 98% de islâmicos, o povo de Comores fala três línguas oficiais: francês, árabe e shikomor, uma mistura de francês e suaíli. Sessenta por cento da população tem até 24 anos de idade e a média de idade é de apenas 19 anos.

Somente 28% dos cidadãos moram em zonas urbanas. A capital e maior cidade do país, Moroni, tem 54 mil habitantes.

Apesar de todos esses dados não muito atraentes ou empolgantes, por que, afinal, Comores é considerado o melhor país árabe para as mulheres?

Comparando com nações européias ricas, obviamente ele estará em franca desvantagem, pois a cada 100 mil partos, 280 mulheres morrem. Na Suécia, essa taxa é de 4 a cada 100 mil partos. No país europeu, 74% das mulheres adultas estão empregadas. Em Comores, a porcentagem é de apenas 35%.

Mesmo assim, alguns fatos fazem das ilhas africanas,de maioria islâmica, um lugar bem melhor que o Egito, Iraque e Arábia Saudita para as mulheres morarem. Veja o por quê:

1. A constituição segue os princípios do Islamismo, assegura o mesmo direito para todos os cidadãos, sem diferenciar gênero. No entanto, os homens têm privilégios, como a poligamia;

2. Comores assinou a convenção da ONU que prega o fim da discriminação contra mulheres. Foi um dos três países árabes que assinou sem ressalvas;

3. Em casos de divórcio, bens como casa e terreno costumam ficar com a mulher;

4. Metade dos prisioneiros da capital, Moroni, estão por lá por crimes sexuais. O número é assustador, mas a proporção sugere que há leis contra a violência sexual contra as mulheres e que os crimes são julgados;

5. Mais de um terço das mulheres adultas trabalha, segundo a ONU, um número alto comparado com outras nações árabes;

6. No governo, 1 entre 5 ministros são mulheres, a maior proporção no mundo árabe;

7. Mulheres estão em posições de destaque na sociedade de Comores. Elas ocupam a chefia, por exemplo, do Ministério Público, dos Fundos Mútuos de Comores, do Banco Postal e da Comissão Geral de Planejamento;

8. Segundo especialistas, em Comores não há pressão para que mulheres tenham filhos homens em detrimento de filhas mulheres;

9. O ex-presidente Ahmed Abdallah Mohamed Sambi era um islamita moderado que não quis instalar uma república islâmica em Comores. Ele também não forçou mulheres a usarem o véu;


Saeb Osman
Gazeta de Beirute
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