Hassan Lakis, importante comandante do Hezbollah, é assassinado em Hadath

Foto: Lebanese Forces

Assassinado nessa última semana, Lakis, um importante comandante do Hezbollah, na região de Hadath, Beirute. A investigação sobre sua morte, ainda está no início, mas segundo o Hezbollah e o Serviço de segurança do país, as informações sugerem que duas balas foram disparadas de um silenciador contra Lakis. 

Em julho de 2006, houve muitas tentativas israelenses, para assassiná-lo, apesar dele ter escapado, seu filho chamado Ali, foi morto. Por essa razão o Hezbollah, afirmou que Israel está por trás do assassinato.

 “Os israelenses se beneficiaram com o clima político interno –atualmente afetado pelo conflito na Síria – e com as falhas nas medidas de proteção e prevenção”, disse um membro do Hezbollah, lembrando a todos os libaneses que Israel é o único inimigo dos libaneses e que, o confronto entre eles e a resistência (Hezbollah), ainda está aberto, embora alguns tentem inventar um novo inimigo, às vezes por direito a um título doutrinal ou regional.

De acordo com as informações fornecidas pelo Hezbollah, Lakis, que se juntou ao Hezbollah, desde o início, era muito inteligente. A tecnologia criativa usada por ele no campo de conflito com Israel, foi o que o destacou. Há rumores de que o “Plano Ayoub”, famoso plano dentro da Palestina também carrega sua marca.

A questão que permanece é se Mossad assumirá a execução direta do crime, e se utilizou ferramentas locais. 

As autoridades que acompanham o caso citam a primeira hipótese como a mais provável, afinal, Mossad já assumiu crimes semelhantes anteriormente, como o assassinato de Ghaleb Awali e Ali Hassan Saleh. E também, não descartam a possibilidade da Mossad ter obtido apoio logístico de assistentes para a preparação do local do crime.

Consideram-se três fatores que levaram à conclusão do envolvimento israelense no assassinato: a natureza do alvo; o método de execução e a perseguição anterior ao líder. 

Uma fonte do Hezbollah, disse para o Jornal As-safir, que “apesar de um grupo relacionado a Al Qaeda ter assumido a responsabilidade pelo crime, os grupos extremistas não poderiam ter cometido esse ato, e isso deve-se ao fato de Lakis não ser conhecido por esses grupos”.

“Eles  não estão cientes da importância de Lakis e suas grandes realizações”, afirmou. 

Um outro fator, que aponta para Israel, é que o Comandante já estava sendo monitorado por Israel há muito tempo. 

De acordo com essas mesmas fontes, os autores do crime se beneficiaram com a geografia da operação – e tudo deve ter sido muito rápido, afinal, qualquer pessoa poderia ter chegado àquele local, cometido o crime e fugido pelo bosque adjacente à Boulevard Camille Chamoun, a poucos metros da residência de Lakis. 

Durante o funeral, em Baalbek, um dos comandantes do Hezbollah condenou Israel, e concluiu dizendo que “Israel será o responsável por todas as consequências”.


Therese Mourad
Gazeta de Beirute
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