Ninguém fala do Iêmen

AFP 2018/Foto- Mohammed Huwais.


Um país esquecido, onde civis, especialmente crianças tem sofrido, com a fome, sede, e diversas doenças.

A guerra civil no Iêmen, iniciou em 2015, entre as forças oficiais do governo de Ebad-Rabbu Mansour Hadi, apoiadas por uma coalizão sunita liderada pela Arábia Saudita, que também teve apoio logístico e de inteligência dos Estados Unidos, Reino Unido e França. E do outro lado, está a milícia da oposição chamada, huti, de xiitas, apoiada pelo Irã.

Mais de 10 mil pessoas foram mortas, e 50 mil feridas, a grande maioria em ataques aéreos liderados pela Arábia Saudita. Além disso, diversos bloqueios comerciais impostos pelos sunitas, estão fazendo com que grande parte da população passe fome.

Cerca de 20 milhões de pessoas não conseguiram receber ajuda humanitária, entre elas 11 milhões de crianças. Estima-se que mais de 400 mil crianças estejam desnutridas.

Além da guerra e a fome, há também as doenças, a Coléra por exemplo, afetou só no ano passado, mais de 900 mil pessoas e cerca de 3 mil morreram, e a Difteria, epidemia atual mais preocupante, tem se espalhado, rapidamente pela região, afetando em sua maioria crianças e jovens.

A infraestrutura do país está bastante comprometida, e milhões de pessoas estão sem cuidados básicos, apenas 40% dos postos de saúde, que somam em 3.500 estão funcionando no país.

A situação está tão alarmante que a ONU classificou como a pior do mundo.

Gazeta de Beirute
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